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Entenda como são feitas as buscas por desaparecidos após naufrágio no Encontro das Águas no Amazonas

Naufrágio no Encontro das Águas: tecnologia é usada nas buscas As buscas por desaparecidos, após o naufrágio de uma lancha nas proximidades do Encontro das...

Entenda como são feitas as buscas por desaparecidos após naufrágio no Encontro das Águas no Amazonas
Entenda como são feitas as buscas por desaparecidos após naufrágio no Encontro das Águas no Amazonas (Foto: Reprodução)

Naufrágio no Encontro das Águas: tecnologia é usada nas buscas As buscas por desaparecidos, após o naufrágio de uma lancha nas proximidades do Encontro das Águas, chegaram ao quinto dia em Manaus. A operação mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que usam embarcações e sonares para tentar localizar vítimas e a lancha que afundou. Veja abaixo como as equipes realizam as buscas. A embarcação da empresa Lima de Abreu Navegações naufragou após sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. O número de vítimas chegou a três e cinco pessoas seguem desaparecidas. A base das operações está instalada no porto privatizado de Manaus. Logo cedo, os bombeiros se reúnem para alinhar estratégias e, em seguida, partem em embarcações para iniciar as buscas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp As buscas acontecem em duas frentes. Na superfície, equipes percorrem o rio e analisam as margens, em um trecho que vai de Manaus até Itacoatiara. Outra equipe atua em Parintins, para o caso de a correnteza levar destroços ou vítimas para longe do ponto do local do acidente. A segunda frente de trabalho está no ponto do naufrágio, no Encontro das Águas. Um sonar é monitorado pela Defesa Civil do Estado para tentar localizar a lancha. O equipamento já identificou objetos submersos, como um bote de cerca de quatro metros de comprimento e até uma balsa. Mergulhadores de São Paulo também reforçam a operação com um sonar móvel profissional, usado para identificar corpos e objetos submersos. A varredura é feita com a embarcação desligada, seguindo à deriva, acompanhando o movimento das águas — estratégia adotada porque a forte correnteza interfere diretamente na captação das imagens. Em um dos deslocamentos, a equipe percorreu aproximadamente 1,6 km em pouco mais de sete minutos, o que mostra a intensidade da correnteza e as dificuldades enfrentadas pelos militares. Nesse trecho do rio, a profundidade varia entre cinco e 60 metros. Todos os pontos considerados suspeitos são marcados por geolocalização. As imagens captadas passam por tratamento e cruzamento de dados, que podem indicar com maior precisão onde está o que é procurado. Segundo o comando da operação, só depois dessa análise é que mergulhadores podem descer com segurança na região. Buscas por desaparecidos são complexas, diz bombeiros Equipes do Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil seguem procurando pelos desaparecidos no naufrágio da lancha. A área da embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade. A força-tarefa envolve mergulhadores, embarcações, drones, um helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também participam da operação, já que há a possibilidade de as vítimas terem sido levadas para áreas mais distantes do local do naufrágio. Segundo os bombeiros, as buscas são consideradas complexas devido às fortes correntes e às mudanças de direção do encontro entre os rios Negro e Solimões, que complicam a varredura e a localização de possíveis vítimas. "Fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações de busca. Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no Encontro das Águas. A profundidade é muito grande também. Isso é um complicador para as operações", explicou Muniz. LEIA TAMBÉM: Corpo de cantor gospel é velado sob comoção após naufrágio no Amazonas Músico e religioso: quem era Fernando Grandêz, encontrado morto após naufrágio no Amazonas Número de desaparecidos em naufrágio no Amazonas cai para cinco, diz Corpo de Bombeiros O acidente O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira (13). Vídeos obtidos pela Rede Amazônica mostram várias pessoas na água, inclusive crianças, em cima de botes salva-vidas, enquanto aguardavam socorro. As imagens também registram embarcações próximas tentando auxiliar no resgate das vítimas. Uma passageira que ficou à deriva relatou em vídeo que havia alertado o condutor da lancha para diminuir a velocidade devido ao banzeiro (ondas turbulentas características da região). No registro, gravado enquanto ela estava à deriva, a mulher afirma: "falei para ir devagar". Assista abaixo. Passageira de barco que naufragou no Encontro das Águas em Manaus grava vídeo à deriva O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto da capital, onde se encontrava com outros sobreviventes. Após o pagamento de fiança, foi colocado em liberdade e responderá por homicídio culposo. A Justiça solicitou prisão preventiva do piloto ainda no sábado (14) e o mesmo segue foragido. A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas pelo naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV. Segundo o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregadas uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental. De acordo com a Marinha, as buscas continuam tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores. A corporação informou ainda que coletou dados dos sobreviventes para ajudar nas buscas e na apuração do caso. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) cinco adultos do naufrágio deram entrada em unidades da rede estadual de saúde, receberam atendimento e já tiveram alta. INFOGRÁFICO - Naufrágio em Manaus g1 Naufrágio de lancha deixa 2 mortos e 7 desaparecidos em Manaus Jornal Nacional/ Reprodução